Entrevista com Walter Zagari; Rede Record promete virada histórica

Walter ZagariA supremacia de uma emissora no mercado de TV aberta parecia ser intocável. No entanto, com uma obstinação diríamos quase religiosa, a Rede Record colocou-se numa briga intensa e real pela liderança. E promete alcançá-la, em termos de audiência e faturamento, no prazo de cinco anos, conforme declaração de Walter Zagari, vice-presidente comercial da emissora paulista. Nesta Entrevista, ele comenta as estratégias de crescimento e se esquiva de algumas questões como a tentativa de comprar a Editora Três, de Domingo Alzugaray.

Como a Record conseguiu arrancar da Rede Globo os direitos exclusivos de transmissão das Olimpíadas 2012?
Fizemos uma negociação diferenciada e conquistamos os direitos de transmissão exclusiva dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2010 em Vancouver e das Olimpíadas de 2012 em Londres. Aliado a isso, a Record também passou por um processo de avaliação técnica bastante rigoroso, onde a emissora foi aceita, comprovada e atestada pelo COI (Comitê Olímpico Internacional) como tecnicamente perfeita para realizar a transmissão de um evento dessa grandiosidade.

Há quem fale que em dez anos a Record será líder em TV aberta. O que diz a respeito desse prazo e o que isso vai representar na história da TV brasileira, que sempre teve uma força hegemônica?
Discordo em relação aos dez anos. Na minha visão, em cinco anos estaremos em primeiro lugar no ranking de audiência e faturamento. Essa será a maior virada da história da televisão brasileira. Aliás, esse processo de crescimento começou a ser traçado há algum tempo. Se tomarmos como base os últimos quatro anos, nenhuma emissora cresceu tanto em tão pouco tempo. De lá para cá, a Record vem superando seu faturamento ano a ano e no período fechado, de 2003 a 2006, apresentou um crescimento de 173%.

Concorda que o crescimento da emissora tenha se baseado em copiar fielmente a Globo?
Sou adepto do ditado que diz que nesse mundo nada se cria, tudo se copia. Se transportarmos esse dito para os dias atuais e utilizá-lo no mundo dos negócios, isso nada mais é do que a aplicação do “benchmarking”. Porém, esse processo de crescimento e de consolidação no segundo lugar de audiência não se deveu simplesmente ao fato de copiar uma fórmula já existente. Tomamos como base um produto e/ou serviço já aceito pelo consumidor, o transformamos em excelente e o devolvemos ao telespectador na melhor forma de sua existência, desde a sua concepção. Como resultado, atualmente, estamos com uma grade completa, de qualidade e sempre preocupada em oferecer aos mercados telespectador e anunciante o que há de melhor na televisão brasileira. E pelo visto nosso propósito foi atingido, vide o crescimento de audiência e de faturamento apresentados nos últimos anos.

Em que pontos a sua emissora se diferenciou para dar essa disparada?
Aliado ao “benchmarking”, não podemos nos esquecer de todos os investimentos realizados e da competência apresentada por todos os profissionais e colaboradores da Record, dos mais diferentes cargos e posições hierárquicas, que estão contribuindo de forma direta ou indireta para que a liderança faça parte da realidade da emissora o quanto antes.

Qual é o público da Rede Record hoje?
A população brasileira como um todo. A Record, como veículo de massa, tem como objetivo atingir o maior número de pessoas possível, independentemente de classe social, sexo ou faixa etária a qual pertence. Atualmente, a rede é composta por 100 emissoras, cobrindo todos os cantos do Brasil e atingindo os mais diferentes públicos.

Quais são as atrações que têm maior audiência?
Todas as atrações contribuem de uma forma bastante positiva na média diária da emissora. De qualquer forma, as grandes audiências da Record estão com o “Hoje em Dia”, chegando a ocupar a liderança no horário, os programas jornalísticos, com destaque ao “Jornal da Record” e ao “Domingo Espetacular”, as novelas, com total sucesso de audiência, e por fim, a linha de filmes e de shows, com “O Melhor do Brasil” e o “Show do Tom”, aos sábados, e o “Tudo é Possível”, aos domingos, todos consolidados no segundo lugar de audiência.

De que maneira o departamento comercial da emissora foi se adequando ao crescimento dela?
Através de muitíssimo trabalho, competência, talento, dedicação e união de esforços entre os profissionais que compõem a área comercial da emissora.

Durante algum tempo houve preconceito do mercado anunciante em relação à emissora. Qual é a situação agora?

Nunca vivenciamos nenhum tipo de preconceito. Somos uma emissora comercial como todas as outras que fazem parte do negócio. A prova de que o mercado a vê dessa forma é o crescimento em faturamento apresentado ano após ano.

Poderia nos dar algum número que ilustrasse o crescimento da emissora, em termos de faturamento?
Vou exemplificar através dos números de faturamento da Record dos últimos três anos: 2004: R$ 500 milhões; 2005: R$ 700 milhões; e 2006: R$ 1 bilhão.
Como a emissora tem se preparado para a implantação da TV digital?
A TV digital é um assunto que merece muita discussão e prefiro não opinar no momento. Informo somente que na Record há um grupo de trabalho cuidando especificamente disso.

Houve mesmo interesse da Record em adquirir a Editora Três, de Domingo Alzugaray? O que não deu certo?

Houve uma conversa nesse sentido, mas não sei maiores detalhes.

Quais serão as próximas aquisições da rede?
A Record, como qualquer emissora/empresa em processo de expansão, está sempre em busca do que é melhor. Não posso dizer agora quais serão nossas próximas aquisições. O que digo é que muito coisa positiva está por vir, variando de contratações a investimentos em equipamentos.

O que a Rede Record tem feito para desfazer temores de parcialidade na programação pelo fato de sua diretoria estar ligada a uma instituição religiosa?
Não entendi essa pergunta. O que você quer dizer com a palavra “temor”?

Os telespectadores podem esperar alguma novidade da emissora para os próximos meses?
Sim. Além da novela “Luz do Sol”, que acabamos de estrear, em maio temos a estréia de “O Aprendiz 4 – O sócio”, em junho, a próxima novela das nove, “Caminhos do Coração”, em substituição a “Vidas Opostas”, e, em julho, a estréia do reality show “Mudando de vida”, com Karina Bacchi e Ticiane Pinheiro. Teremos também novas atrações, porém ainda sem data de estréia definida.

Fonte: Propaganda & Marketing

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